Como todo mundo, assisti a pelos menos parte das Olimpíadas de Pequim. Não vi a abertura, apenas flashes no noticiário. Tudo muito grandioso, imponente, tecnológico. Mas nada que me fizesse esquecer o urso russo chorando no encerramento dos jogos de Moscou.
Bem, mas o assunto não é esse, quero dizer, não são as aberturas olímpicas .
De tudo o que vi, o que mais me impressionou foi a Maurren Maggi no pódio. Medalha de ouro, aplausos merecidos, e o choro. Ah, o choro. Isso sim, me emocionou. Começa o hino, a nossa Maurren fecha os olhos, canta junto, até chegar ao “terra adorada”. Nesse ponto ela abaixa a cabeça e chora copiosamente. Emoção pura, brasilidade, orgulho de ser o que é, de ser quem é.
Sei que os motivos que temos para nos orgulhar de sermos brasileiros são cada dia mais escassos. É triste. Nossos ídolos são movidos, em grande parte, a dinheiro (muito dinheiro), mansões/carros/barcos nababescos, noitadas, isso até pegarem a estrada da decadência (milionária, é claro).
Por essas e outras o choro da Maurren me emocionou tanto. A “terra adorada” está carente. Carente de filhos amorosos, carente de valores, carente de respeito. Mas ainda existe uma Maurren que chora, que desaba de emoção... terra adorada, dentre outras mil, és tu Brasil, ó pátria amada...
Obrigada, Maurren.
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