Mais de 2 anos longe deste blog! Falta de ânimo, preocupações mil, falta de inspiração, motivos não faltaram. Mas hoje esbarrei num poeta. Ou melhor, fui esbarrada por ele. Quando dei por mim estava com uns poemas na mão esquerda, enquanto a direita tentava achar um “café simbólico” (palavras do poeta) na minha bolsa. Moedas trocaram de mãos, poemas também. Cores, Estradas, Moça, Rochas, Recado, O nome da flor, O sapo. Fui das cores ao sapo engraxado e voltei às estradas de um trem sem trilhos, de passarinhos com trombas e de andarilhos alados. Bom demais viajar pelos versos do Tony Luiz:
Estradas
A você, ilustre sabido,
Que interrogou o meu fim,
Digo que não sei saber a vida
Que levam os ladrões e as mendigas;
Mas sei dum trem sem trilhos
Que corrompe alguns caminhos
Pondo trombas em passarinhos
E asas em andarilhos.
Antonio Luiz Junior
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