Depois de tanto tempo ausente, cá estou eu de volta a este blog. Para falar de Seleção Brasileira, porque de futebol mesmo eu não entendo patavina.
Emergindo do tsunami verde amarelo que inundou o país eu vejo a mim mesma na tentativa de tentar me identificar com esses deuses da bola que nos representam lá na Alemanha. Vêm à minha mente as figuras de Ronaldo, Ronaldinho, Roberto Carlos, Kaká, Dida, Cafú, Robinho e por aí vai. Atletas que jogam na Europa, recebem em euros, moram em casas de cinema, sabem a diferença entre um Romanée Conti e um Sangue de Boi, namoram modelos que sequer olhariam para um deles se ao invés de jogadores milionários fossem reles entregadores de pizza, e em comum jogam pelo Brasil na Copa. O que teriam eles em comum com o povão brasileiro, de onde recebem a maior dose de idolatria? Quem, nesse mar de torcedores, vive em casa com piscina? Quem, nessa multidão, namora modelo? Quem, no meio desse povo todo, bebe algo diferente de vinho ordinário, cerveja e pinga? E quem, nessa massa, ganha em euros?
Seleção Brasileira: um punhado de atletas, de primeira linha sem dúvida, vestindo a camisa amarela, cantando (mal) o hino nacional antes do jogo começar, jogando geralmente bem, trazendo títulos com uma certa frequência, enfim, fazendo quase tudo aquilo que se espera deles. Agora, dizer que eles têm a cara do Brasil, não. Isso eles definitivamente não têm.
|
||||
![]() | ||||
|
|
||||
![]() | ||||
![]() | ||||
|
||||